Com a reivindicação da deputada Luciane Bezerra (PSB) para que os gastos dos parlamentares comecem a ser divulgados no Portal Transparência, assim como é feito no Congresso Nacional, voltou à tona as discussões sobre o valor mensal utilizado para custeio das atividades parlamentares. O próprio líder do Governo na Assembleia, deputado Romoaldo Júnior (PMDB) declarou ser a favor da divulgação e que falta apenas uma decisão neste sentido.
Ele alegou que não há nada o que esconder e defendeu que acha justo o valor da Verba Indenizatória dos deputados, fixada em R$ 20 mil. Segundo Romoaldo, o montante é utilizado para manter o escritório funcionando e custear viagens para o interior. “Todo deputado tem que ter uma estrutura para poder atender a demanda”, defende. Ele reforça, em seguida, que há muita transparência porque a AL tem divulgado tudo que o que faz.
Além dos 12 salários de R$ 21 mil por mês, os deputados também têm direito a uma cota de R$ 50 mil para contratação de pessoal e auxílio terno. O último benefício é concedido no início do mandato, mas Romoaldo não especificou o valor. Sobre os custeios com combustíveis, ele classifica como normais, garantindo que a Assembleia já melhorou muito no quesito transparência. “Hoje a gente não tem como mais esconder nada”, frisa. O orçamento do Legislativo deste ano é de 206,8 milhões. A tendência é que as cobranças por informações fiquem cada vez mais sistemáticas com a Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor no último dia 16.

























